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Guarda será anfitriã do II Congresso Mundial de Turismo do Interior a realizar dias 18 e 19 de novembro

20 de maio de 2026 às 18:01

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Foi apresentado hoje, dia 20 de maio, o II Congresso Mundial Turismo do Interior, a realizar na Guarda nos dias 18 e 19 de novembro. O evento, que aconteceu pela primeira vez em 2024 em Cáceres (Espanha) vai juntar na cidade mais alta autarcas, empresários, profissionais de turismo, professores universitários, estudantes da área de turismo e dirigentes da administração local num debate alargado sobre os desafios e oportunidades do interior com o objetivo de delinear estratégias de desenvolvimento para os dois territórios. O Congresso é uma organização da Associação Ibérica de Turismo do Interior, com o apoio do Município da Guarda e do Turismo do Centro.

Nesta edição, Castelo Branco será a Cidade Convidada e a Diputación de Cáceres será a Região Convidada, contribuindo para a afirmação de uma visão comum para os territórios do Interior Ibérico. O Congresso conta já com a confirmação de comitivas de diversos países como Espanha, Jordânia, Irlanda, Colômbia, Alemanha, Egito, Estados Unidos da América, Bolívia, Polónia, Argentina e Angola. E para a área de exposição estão já reservados 35 espaços, demonstrando o interesse crescente de entidades, empresas, municípios e agentes do território em marcar presença neste encontro internacional.

Na conferência de imprensa realizada no Teatro Municipal da Guarda, o presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, destacou a importância do evento para a estratégia de afirmação e valorização do território colocando a Guarda na centralidade ibérica e na montra do turismo mundial. O autarca lembrou que a Guarda está no epicentro de um território que ostenta várias chancelas da UNESCO e que já se deu início à ambição de ver o Centro Histórico da Guarda reconhecido como Património Mundial. Somam-se outros patrimónios territoriais e de identidade como os Passadiços do Mondego, a Rota das Fortalezas Raianas, os castelos, a Rota Sefardita e a Judiaria da Guarda, os cruzeiros no rio Douro e o património das freguesias. 

Mas o Congresso Mundial Turismo do Interior tem ainda outro significado. Para Sérgio Costa, a Guarda ao ser anfitriã da primeira vez que o Congresso se realiza em Portugal quer dar um exemplo ao país e à região. “Seremos sempre mais fortes quanto mais a força de proximidade”, sublinhou. O autarca sustentou que há séculos que os povos da raia trabalham, convivem e cooperam entre si, faltando que os governos de Lisboa e Madrid saiam da inércia e do centralismo asfixiante e acompanhem, com verdadeira coragem política, esta dinâmica real de coesão territorial ibérica.

A mais valia da cooperação transfronteiriça com Espanha foi também reforçada pelo presidente da Associação Ibérica de Turismo de Interior (AITI), Miguel Martins. O dirigente admitiu que “se não fossem os nossos vizinhos do lado, seria mais complicado”. Miguel Martins considerou que é mais fácil trazer turistas de Espanha do que de Lisboa ou do Porto. 

Para o presidente do Turismo do Centro, Rui Ventura, esta estratégica ibérica assume particular relevância estratégica para a região Centro. E considera ser de grande simbolismo o fato do Congresso se realizar na Guarda, cidade que representa a ambição, resiliência, identidade e capacidade de transformação. 

Em representação do Município de Castelo Branco, a vereadora Christelle Domingos destacou o fato do Congresso abordar temas fulcrais para a sustentabilidade dos destinos, dando o exemplo da mobilidade um fator determinante para reforçar a atratividade do território.

A par da programação institucional e empresarial, o congresso terá uma vertente académica com comunicações apresentadas por diversos académicos, reforçando a ligação entre conhecimento científico, investigação aplicada e desenvolvimento dos territórios de interior. Os painéis de debate analisarão a complementaridade, a perceção dos residentes face à atividade turística e a capacidade dos territórios se reinventarem após as tempestades e incêndios florestais. Será ainda abordado o papel da cultura, da identidade e da emoção de quem viaja e de quem recebe. 

A edição de 2026 pretende reforçar a afirmação do Interior como tema central nas políticas e estratégias do turismo, mostrando que estes territórios têm conhecimento, experiências, identidade e soluções para partilhar à escala internacional. Mais do que um espaço de debate, o 2.º Congresso Mundial de Turismo do Interior será um ponto de encontro entre territórios, instituições, empresas, universidades e profissionais que acreditam no potencial do Interior enquanto espaço de conhecimento, autenticidade, cooperação e oportunidade.

A participação no Congresso tem um custo de 25 euros, sendo que 20 euros deste valor poderão ser rebatidos no prazo de um ano numa visita ao território.