Município da Guarda

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Boaventura de Sousa Santos é o próximo convidado da BMEL para mais uma conferência do Ciclo A Europa dos Escritores

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01/10/2021
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A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço promove no próximo dia 8 de outubro (sexta), às 18h00, uma conferência intitulada de 'Ciência, poesia e política: uma improvável auto-biografia', por Boaventura de Sousa Santos. Esta conferência, transmitida via Streaming, integra o Ciclo de Conferências Internacionais 'A Europa dos Escritores', que a BMEL tem vindo a organizar em parceria com o CLEPUL – Universidade de Lisboa, nos dois últimos anos.

Boaventura de Sousa Santos escreveu as seguintes considerações sobre as temáticas e interpelações que se propõe desenvolver durante a conferência: 'A poesia e a ciência são dois mundos incomunicáveis? Na minha trajectória pessoal e profissional sempre estiveram juntas. E sempre foram acompanhadas pela intervenção política cidadã, não partidária. Mantiveram as suas respectivas identidades, mas sempre se enriqueceram mutuamente. Como? Acabei por ser sobretudo conhecido como sociólogo apesar de continuar a escrever e a publicar poesia (durante anos apenas no Brasil). Porque é que a poesia não conseguiu ser mais conhecida? Porque é má poesia? Porque nas nossas sociedades somos distribuídos por caixas e a de sociólogo foi a que me foi destinada? Devo reconhecer que ultimamente a minha poesia tem vindo a ser mais conhecida. Isso me leva a reflectir'.

Doutorado pela Universidade de Yale, Boaventura de Sousa Santos, é Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Distinguished Legal Scholar da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA) e Diretor Emérito do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Autor reconhecido e premiado em diversas partes do mundo, tem escrito e publicado extensivamente nas áreas de sociologia do direito, sociologia política, epistemologia e estudos pós-coloniais, sobre movimentos sociais, globalização, democracia participativa. De sua vasta obra, destacamos os últimos: 'O fim do império cognitivo' (Almedina, 2018); 'O futuro começa agora. Da pandemia à utopia' (Edições 70, 2020). É também poeta. Publicou, entre outros: 'Têmpera' (1980), 'Madison e outros lugares' (1989), 'Pitaia e açaí. Poemas de amor e várias canções talvez desesperadas' (2021).

O Ciclo de Conferências Internacionais 'A Europa dos Escritores' tem a coordenação científica de Jorge Maximino.

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