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Aquilino Ribeiro, a partir de sexta, em duas exposições da BMEL

17/09/2015
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A partir de sexta, dia 18 de setembro, e até 29 de outubro, a Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL) tem patentes duas exposições sobre o escritor Aquilino Ribeiro que é também o destaque ao longo destes dois meses na biblioteca: 'Inscrituras: Aquilino Ribeiro por AlbuQ', um conjunto de desenhos a tinta-da-china sobre papel, segundo o tema etologia da autoria de Pedro Albuquerque; e 'A escrita como modo de vida', uma exposição bibliográfica sobre o escritor constituída por edições raras, ilustradas e de homenagem, a única fotobiografia disponível, algumas edições celebrativas e outras que retomam, criticamente, a obra do prosador.

Ambas as exposições podem ser visitadas de segunda a sábado das 14h00 às 9h00 e de terça a sexta das 10h00 às 19h00.

Sobre Aquilino Ribeiro, nasce em setembro de 1885 em Carregal de Tabosa, concelho de Sernancelhe. Em 1906 muda-se para Lisboa onde, em pleno período de agitação republicana, começa a escrever os primeiros artigos em jornais e é preso devido à explosão de uma bomba. Tendo conseguido evadir-se, exilou-se em Paris e Berlim, regressando a Portugal em 1914, devido à eclosão da I Guerra Mundial. O seu primeiro romance, 'A Vida Sinuosa', que dedica à memória do pai, surge em 1918. Em 1919 assume o cargo de diretor da Biblioteca Nacional, altura em que começa a escrever incessantemente. É então que surgem as obras: “Terras do Demo”, “O Romance da Raposa”, “Andam Faunos Pelos Bosques”, “A Batalha Sem Fim” e muitos outros títulos.

Mas é a partir de 1935 que o seu labor literário se torna mais fecundo. Surgem então obras como 'Volfrâmio', 'O Arcanjo Negro', 'O Malhadinhas', 'A Casa Grande de Romarigães', 'Quando os Lobos Uivam', este último apreendido pela censura e pretexto para um processo em tribunal.

Aquilino Ribeiro morre a 7 de Maio de 1963, com 78 anos. Em 2007, a Assembleia da República decide homenagear a sua memória e conceder aos seus restos mortais as honras de Panteão Nacional.

Imagem: Aquilino Ribeiro, a partir de sexta, em duas exposições da BMEL