Guarda reforça centralidade entre o Atlântico e a Europa com a inauguração do Porto Seco

Guarda reforça centralidade entre o Atlântico e a Europa com a inauguração do Porto Seco

Foi inaugurado esta sexta-feira, dia 23 de outubro, o Porto Seco da Guarda, uma infraestrutura que reforça a ligação do Interior aos principais portos marítimos e aos mercados nacionais e internacionais. Instalado no terminal ferroviário de mercadorias, o Porto Seco é um investimento de 4 milhões de euros da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

O presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, congratulou-se com a inauguração da infraestrutura que coloca a Guarda como porta da Europa e perto do Atlântico. O autarca salientou que o dia foi de concretização, mas também de gratidão aos últimos governos, que inscreveram esta obra no caminho do país; à Administração da APDL que acreditou na Guarda e à YILPORT, que assume a operação deste Porto Seco, trazendo clientes, linhas marítimas e experiência de operação. Sérgio Costa assegurou que o equipamento não irá tirar a tranquilidade aos bairros residenciais limítrofes. No presente por terem sido já definidos horários e corredores próprios para passagem dos veículos pesados e no futuro porque as variantes da Sequeira e dos Galegos irão criar as condições para escoar o tráfego do Porto Seco. O autarca pediu ao ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, que presidia à inauguração do Porto Seco, para que seja aprovado o lançamento do concurso para a concretização das respetivas empreitadas. Sérgio Costa assinalou ainda a importância do IC7 para todo o distrito da Guarda e solicitou a elaboração de estudos e projetos para que no futuro se possa concretizar a obra. Ao governante agradeceu ainda, em nome dos municípios da Guarda e do Sabugal, a homologação do protocolo para a requalificação da EN233, aproximando o Sabugal também ao Porto Seco. O autarca destacou que Porto Seco reforça a centralidade da Guarda e considerou ser lógico que a cidade mais alta seja escolhida para acolher uma das grandes áreas de acolhimento empresarial estratégica anunciadas pelo governo.

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR), Ribau Esteves, destacou a mais valia do investimento para a coesão e territorial e assinalou que a capacidade que tem vindo a ser instalada na região cria condições para que o Governo pondere a instalação de uma área empresarial aqui. 

Já o ministro Miguel Pinto Luz considerou que o Porto Seco da Guarda é uma peça importante num puzzle maior para a prossecução do desenvolvimento do interior. No entender do governante, a Guarda passa a ter um papel absolutamente importante no corredor logístico do atlântico. O governante assinalou que agora são precisas empresas e talento para que o Porto Seco produza riqueza e desenvolvimento.

Com uma capacidade prevista de movimentação superior a 45 mil contentores de 20 pés por ano e um movimento previsível de 10 mil camiões ao ano, o Porto Seco pretende facilitar o transporte de mercadorias, promovendo a articulação entre os meios ferroviário e rodoviário e reforçando a ligação ao Porto de Leixões.

Na mesma sessão, o presidente da APDL, João Pedro Neves, salientou que o Porto Seco da Guarda traz soluções logísticas mais vantajosas para empresas e para a economia. A infraestrutura vai trazer mais investimento e crescimento, mais intermodalidade e conetividade, mais digitalização e automação e transporte mais sustentável.