Fazem parte da freguesia os lugares de: Vila Garcia, Cairão, Carapito da Légua, Quinta do Ordonho, os Casais de João Saraiva e José de Pina Lobão, e Quintas das Naves.
No ano de 883, o Rei Afonso III, doou muitos locais da Beira, à Catedral de Santiago, ainda hoje padroeiro desta freguesia. A primeira tentativa de fixação de colonos, foi nas margens do Noémi, próximo da foz do Ribeiro do Ordonho, nos sítios ainda hoje denominado por Quintas de Vila Garcia.
A Igreja de Santiago foi erigida nessas quintas de Vila Garcia.
Segundo reza a lenda, a povoação foi-se deslocando para o “Cume”, para fugir às pragas de gafanhotos, que em anos de seca infestavam os campos, devorando todas as colheitas. Desde temos imemoriais os habitantes desta freguesia, faziam todos os anos no 3° Domingo de Maio uma peregrinação em romagem à Ermida de Nª Sra das Azenhas, junto da Vila e Praça de Monsanto, em agradecimento por se terem visto livres destas pragas.
É provável que a “Villa” nas proximidades da ribeira, já existisse no tempo de D.Afonso III das Astúrias, que a conquistou aos Mouros. Mais tarde, depois da expulsão árabe, um Garcia Moniz, recebeu por doação, do Conde D. Henrique, no ano de 1102, a Vila rural de Travanca, tendo-se apoderado depois, de muitas herdades e bens, por toda a Beira.
Mas só por volta do séc. XII – XIII, se fixou o princípio histórico do repovoamento, época em que D. Sancho I, repovoou e fundou a cidade da Guarda, e lhe concedeu para repovoamento, toda a amplitude territorial da bacia cudana e da envolvência dos Montes Germelos, onde se inclui e assenta a atual freguesia de Vila Garcia.
Património Religioso: Igreja Matriz de Vila Garcia (Igreja de São Tiago Maior).
Contactos
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